quinta-feira, 12 setembro 2019 13:39

Antigo Matadouro do Funchal vai acolher comunidade criativa em cowork, oficinas de restauro e nova sala de espetáculos

O Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, destacou hoje, após a Reunião de Câmara semanal, a aprovação por unanimidade “do projeto para a requalificação do antigo Matadouro do Funchal, que prevê a instalação de uma comunidade criativa naquele espaço emblemático, além de vários novos equipamentos culturais. Foi igualmente aprovada a abertura do concurso público internacional para a realização da obra, no valor de 4,4 milhões de euros.”

Miguel Silva Gouveia explicou que o projeto “compreende uma reabilitação integral do edifício do Matadouro, com a criação de três novos espaços: uma área para cowork e instalação de uma comunidade criativa, uma outra zona com ateliers e oficinas de restauro e, por fim, um terceiro corpo, que compreende uma sala de exposições e, em especial, uma sala multiusos, com a capacidade para 375 pessoas sentadas, que dotará aquele espaço das condições necessárias para poder receber espetáculos culturais, conferências ou outro tipo de atividades.”

O Presidente congratulou-se pelo facto de “depois de muitos avanços e recuos ao longo dos anos, e de muitas ideias desde o encerramento daquele espaço como matadouro municipal, termos conseguido finalmente, não só concluir um projeto, mas também lançar um concurso, o que até agora nunca tinha sido feito. Neste momento está dado o passo que faltava para recuperar esta património da cidade do Funchal.”

Recorde-se que o Município aprovou, na semana passada, uma Área de Reabilitação Urbana para a Ribeira de João Gomes, que “prevê não só um conjunto de benefícios fiscais para todos os proprietários que tenham imóveis naquele espaço, mas também diversas intervenções no espaço público, para beneficiação do espaço envolvente, com o intuito de que, com esta ARU, o Bairro do Matadouro e a zona industrial que está neste momento abandonada, venham a ser reabilitadas, criando todas as condições para que a intervenção no Matadouro seja, de facto, o motor para a regeneração urbana de toda esta zona da cidade.”